Mulher relata nódulos após usar gordura de doadores falecidos nos seios
Nicole, de 40 anos, afirma ter desenvolvido caroços e cistos após realizar o procedimento AlloClae, utilizado nos Estados Unidos como alternativa em tratamentos estéticos corporais.

Uma mulher de 40 anos relatou ter ficado insatisfeita após realizar um procedimento estético com gordura de doadores falecidos nos seios. Nicole afirmou que desenvolveu nódulos e cistos depois de receber o produto conhecido como AlloClae, nos Estados Unidos.
O procedimento utiliza tecido adiposo proveniente de doadores falecidos e vem sendo apresentado como uma alternativa a técnicas tradicionais de enxerto de gordura e outros procedimentos de aumento ou correção de volume corporal.
Em entrevista ao jornal norte-americano New York Post, Nicole afirmou que se arrepende do procedimento e que percebe diversos caroços na região onde o produto foi aplicado.
“Deito-me na cama todas as noites e toco nos caroços, nas pedrinhas. Parece a superfície da lua”, relatou.
Mulher relata nódulos após aplicação de AlloClae
Segundo o relato, os efeitos percebidos após a aplicação incluíram a formação de nódulos e cistos nos seios, alterando a aparência e a textura da região.
O AlloClae utiliza tecido adiposo processado de doadores falecidos e pode ser aplicado em diferentes áreas do corpo em procedimentos estéticos.
Nicole não seria a única paciente a relatar insatisfação. Outras mulheres também publicaram nas redes sociais relatos sobre caroços e cistos após o procedimento, e algumas afirmaram ter precisado passar por cirurgia para retirada dessas formações.
Os relatos individuais, entretanto, não permitem concluir por si só qual a frequência dessas complicações entre todas as pessoas submetidas ao procedimento.
Procedimento com gordura de doadores é alvo de disputa em Nova York
O AlloClae também passou a ser alvo de questionamentos regulatórios nos Estados Unidos.
De acordo com as informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o Departamento de Saúde do Estado de Nova York mantém uma disputa envolvendo a fabricante do produto, a empresa de tecnologia médica Tiger Aesthetics.
O produto é apresentado como uma tecnologia que utiliza tecido adiposo estrutural proveniente de doadores falecidos para procedimentos estéticos e reconstrutivos.
A discussão envolve a forma de utilização e regulamentação do material em procedimentos médicos.
Enquanto a controvérsia continua, os relatos de pacientes como Nicole têm chamado atenção para possíveis complicações e para a importância de buscar avaliação médica detalhada antes da realização de procedimentos estéticos.
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Com informações de: RIc.com.br
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