
Embora o sal seja tradicionalmente apontado como o principal vilão da pressão arterial, o consumo excessivo de açúcar também merece atenção especial. Segundo o cardiologista Fabrício da Silva, o ingrediente está frequentemente associado a bebidas adoçadas e a outros fatores de risco para a hipertensão.
De acordo com o médico, o hábito diário de consumir refrigerantes ou chás adoçados adiciona calorias à dieta sem promover saciedade, o que pode favorecer o ganho de peso ao longo do tempo. O especialista ressalta que o açúcar refinado gera picos rápidos de glicose na corrente sanguínea devido à rápida digestão e absorção pelo organismo.
Em relação às frutas, o cardiologista esclarece que a versão inteira não está vetada para hipertensos, pois fornece fibras e nutrientes essenciais. No entanto, o consumo de sucos exige cuidado. Mesmo sem açúcar adicionado, o suco facilita a ingestão rápida de várias frutas de uma só vez, acumulando açúcares livres na dieta.
Para avaliar o impacto da alimentação na saúde cardiovascular, o especialista destaca que indicadores como circunferência abdominal elevada, resistência à insulina, diabetes e triglicerídeos altos servem de alerta para riscos aumentados.
Seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é manter os açúcares livres abaixo de 10% das calorias diárias, o que representa menos de 50 gramas para uma dieta de 2.000 calorias, com benefícios adicionais se reduzido para cerca de 25 gramas.
Com informações de: Metrópoles
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