Crise no Paraguai afetará correntistas, aposentados e saúde, diz professora
Impeachment de Santiago Peña e instabilidade bancária geram preocupações sobre impactos sociais e geopolíticos no país.

A crise política e financeira no Paraguai, desencadeada pelo impeachment do presidente Santiago Peña, pode ter consequências graves para a população e para a economia que vão muito além do campo institucional. A avaliação foi feita por Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da UNIFESP, em entrevista ao programa Hora H.
Segundo a especialista, a situação afeta diretamente correntistas do Ueno Bank, aposentados e a política de saúde pública do país. Bressan explicou que Peña era acionista da instituição financeira até março de 2025 e que foram realizados depósitos de aproximadamente US$ 850 milhões no banco. “Quase metade desse valor era ligado à previdência social e saúde pública do país”, afirmou.
A professora destacou que a atual crise paraguaia difere de episódios anteriores de instabilidade, como em 1999 e 2012. “Agora a crise é maior porque ela afeta praticamente metade da população paraguaia, população que é correntista do banco”, disse. Para ela, as instituições democráticas do Paraguai, historicamente frágeis, passam por um grande teste.
Em relação ao cenário geopolítico, Bressan apontou que a saída de Peña representa a perda de um aliado estratégico na região para o governo dos Estados Unidos. A especialista avalia que a instabilidade abre espaço para a China ampliar sua influência e presença econômica no país sul-americano.
Com informações de: Cnn Brasil
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