Escritora feminista Maria Galindo critica discursos de inclusão e empoderamento
Líder do coletivo boliviano Mujeres Creando aponta esgotamento de pautas identitárias e defende mudanças estruturais contra o patriarcado.

A artista, escritora e feminista boliviana Maria Galindo afirmou em entrevista que os discursos de inclusão e empoderamento tornaram-se ferramentas fracassadas e adormecedoras. Conhecida como líder do coletivo Mujeres Creando, Galindo questionou pautas identitárias e defendeu a necessidade de transformações estruturais.
Segundo a ativista, a luta global por direitos institucionais e identitários atingiu um ciclo repetitivo que silencia o questionamento sobre os sistemas geradores de privilégios. Para ela, a alternativa está na construção de sujeitos coletivos e na insubordinação direta contra o patriarcado, em vez de depender de projetos de cunho liberal.
Com informações de: BBC Brasil
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