EconomiaInternacional

Com Irã e Emirados Árabes no bloco, Brics pede calma no Oriente Médio

Grupo de países reunido na Índia também reforça crítica ao tarifaço e apoia maior papel do Brasil na ONU

Os participantes da reunião de Cúpula do Brics, realizada neste fim de semana em Nova Delhi, capital da Índia, manifestaram “profunda preocupação” com as tensões no Oriente Médio, criticaram a imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional e defenderam que o Brasil tenha um papel maior no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O posicionamento integra a declaração final do encontro, divulgada neste sábado (12).

O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Juntos, os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global.

Tensões no Oriente Médio

Uma das expectativas para a reunião era a postura do Brics em relação ao conflito no Oriente Médio, intensificado após ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, seguidos de retaliações na região do Golfo Pérsico. O documento final expressa preocupação com a escalada, mas evita citar nominalmente os países envolvidos ou utilizar o termo guerra, adotando um apelo genérico pela máxima contenção.

A cúpula contou com a presença de líderes de destaque internacional, incluindo o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e os presidentes da China (Xi Jinping), Rússia (Vladimir Putin), África do Sul (Cyril Ramaphosa) e Irã (Masoud Pezeshkian). Os Emirados Árabes Unidos foram representados pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, enquanto o Brasil enviou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Reforma da ONU e críticas a tarifas

Na declaração, o bloco defende a reforma do Conselho de Segurança da ONU para torná-lo mais democrático e representativo. China e Rússia reiteraram apoio às aspirações do Brasil e da Índia para desempenhar papéis de maior destaque no órgão.

Os signatários também criticaram barreiras e o aumento de medidas tarifárias unilaterais que distorcem o comércio internacional, em um cenário marcado por políticas protecionistas recentes associadas aos Estados Unidos, embora o país e o presidente norte-americano não sejam mencionados nominalmente.

Com informações de: Agência Brasil

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