Foragido suspeito do desaparecimento de primas morre durante operação em Mandaguari
Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, era procurado pela Justiça e apontado pela Polícia Civil como suspeito do desaparecimento de duas jovens de 18 anos.

O foragido Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (21) durante uma operação do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), da Polícia Civil do Paraná, em Mandaguari, no Norte do estado.
Segundo a Polícia Civil, Clayton era procurado pela Justiça e apontado como suspeito do desaparecimento e possível assassinato das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos.
Os policiais localizaram o homem em uma residência durante o cumprimento de um mandado de prisão. Conforme a corporação, ele teria tentado fugir da abordagem pulando muros de imóveis próximos.
Durante a fuga, Clayton teria invadido uma casa e feito um morador refém.
A equipe do Tigre interveio e conseguiu retirar o morador do imóvel sem ferimentos. Ainda de acordo com a Polícia Civil, Clayton reagiu à ação e foi baleado. Ele não resistiu aos ferimentos.
Jovens desapareceram após sair de Cianorte
Letycia e Sttela desapareceram depois de saírem juntas de Cianorte, no Noroeste do Paraná, em 20 de abril.
A investigação aponta que as duas estavam acompanhadas de Clayton, que era conhecido por Letycia pelo nome de “Davi”.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a Polícia Civil a reconstruir parte do trajeto realizado pelo trio.
Às 22h39 daquele dia, as jovens foram registradas deixando Cianorte em uma caminhonete com Clayton. Segundo a investigação, eles haviam saído da casa de Letycia.
Pouco depois, às 22h54, o veículo apareceu em Jussara, onde Sttela morava com a mãe.
A jovem entrou na residência para buscar uma mochila e, em seguida, publicou uma imagem nas redes sociais dentro da caminhonete.
Trio seguiu em direção a Maringá e Paranavaí
O grupo deixou Jussara por volta das 23h13 e seguiu pela PR-323 em direção a Maringá.
Já na madrugada de 21 de abril, Sttela publicou outra imagem nas redes sociais na região do trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança.
Clayton aparecia na fotografia.
Por volta da 1h10, os três foram filmados entrando em uma boate de Paranavaí. Imagens de segurança registraram Letycia e Sttela caminhando pelo estabelecimento, enquanto Clayton também aparecia nas gravações.
Depois disso, as jovens não mantiveram mais contato com os familiares.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a apurar o caso como possível duplo homicídio.
Clayton passou a ser considerado foragido
Entre os dias 22 e 23 de abril, Clayton teria retornado sozinho a Cianorte.
Segundo a investigação, ele estava sem a caminhonete e deixou novamente a cidade utilizando uma motocicleta e sem telefone celular.
A última conexão dele à internet teria ocorrido na manhã de 23 de abril. No dia seguinte, a polícia identificou um registro indicando que ele havia passado por Maringá.
Clayton passou a ser considerado foragido após a expedição de um mandado de prisão contra ele.
A Polícia Civil também informou que ele utilizava uma identidade falsa em Cianorte e se apresentava como “Davi”.
Antes do desaparecimento das jovens, Clayton já possuía mandado de prisão em aberto por um roubo ocorrido em 2023, em Apucarana.
A caminhonete utilizada durante o trajeto com as primas também era investigada pela polícia como um veículo clonado.
Ex-namorada foi presa durante investigação
Uma mulher de 23 anos, apontada como ex-namorada de Clayton, foi presa temporariamente em maio durante uma operação da Polícia Civil.
Ela foi localizada em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, e é suspeita de ter prestado apoio financeiro e logístico a Clayton durante o período em que ele permaneceu foragido.
O nome da mulher não foi divulgado.
As circunstâncias do desaparecimento de Letycia e Sttela seguem sob investigação da Polícia Civil.
Com informações de: Massa.com.br
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