
Preço do diesel sobe após governo federal anunciar fim gradual de subsídios
O bolso do consumidor paranaense sofrerá os primeiros impactos com a mudança na política de combustíveis. Após a queda recente no preço internacional do petróleo, o governo federal anunciou o início da retirada gradual dos subsídios criados para conter a alta dos combustíveis devido aos conflitos no Oriente Médio.
A primeira grande mudança afeta diretamente o óleo diesel: o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro, que deixa de valer a partir desta quarta-feira (1º).
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a decisão foi tomada porque o preço do barril de petróleo voltou a patamares próximos aos registrados antes da crise internacional, reduzindo a necessidade do auxílio emergencial.
“Estamos tirando a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel a partir de amanhã e não vamos parar por aqui. Estamos em avaliação da outra subvenção do diesel, que é R$ 1,12, e, em especial, também da gasolina, de R$ 0,44”, afirmou Durigan.
O que muda no preço dos combustíveis?
Neste primeiro momento, apenas o desconto de R$ 0,35 por livro do diesel será encerrado. A equipe econômica do governo realiza um monitoramento diário do mercado para decidir quando os demais incentivos serão retirados.
O que continua valendo (por enquanto):
Subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel;
Subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina;
Subsídio ao gás de cozinha (GLP);
Desoneração de tributos federais sobre o biodiesel;
Desoneração de tributos sobre o querosene de aviação.
Entenda o motivo da retirada dos subsídios
Os incentivos fiscais foram adotados em março deste ano para evitar o repasse da alta do petróleo para os postos de combustíveis e consumidores brasileiros. A retirada acontece agora devido ao alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, com o acordo de cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã.
Com o recuo das tensões, o barril do petróleo tipo Brent voltou a ser negociado na casa dos US$ 70, patamar considerado seguro pelo governo.
Equilíbrio fiscal e impacto nas contas públicas
Além do cenário internacional favorável, a equipe econômica corre para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que a queda no preço da commodity também diminuiu a arrecadação do governo com royalties e impostos de exportação. Dessa forma, manter os subsídios geraria uma forte pressão sobre o orçamento federal.
“Mantida essa premissa da neutralidade fiscal, vamos retirando as subvenções, de modo que a nossa meta de resultado primário seja cumprida, sem nenhuma mudança”, declarou Moretti.
Próximos passos e o preço nas bombas
A expectativa do governo é de que, caso o mercado internacional se mantenha estável, os descontos da gasolina e do diesel restante caiam progressivamente nas próximas semanas.
Apesar do fim do primeiro subsídio, o presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt Neto, ponderou que o planejamento foi desenhado para evitar um impacto chocante ou expressivo nos preços dos combustíveis repassados ao consumidor final nos postos.
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Veja a matéria original em: Agência Brasil


