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Florianópolis cria sistema para controlar chegada de moradores de rua e gera polêmica nacional

Prefeito Topázio Neto afirma que a cidade “não quer ser depósito de pessoas em vulnerabilidade”; ação divide opiniões e levanta debate sobre direitos humanos.

🧭 Resumo

A decisão da Prefeitura de Florianópolis de criar um sistema para monitorar a chegada de moradores de rua à capital catarinense gerou intensa repercussão nas redes sociais e em todo o país. O prefeito Topázio Neto (PSD) defende que a medida visa organizar o acolhimento e evitar que a cidade se torne um “depósito” de pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto críticos acusam a gestão de adotar práticas discriminatórias.


🏙️ Prefeitura de Florianópolis instala posto para identificar novos moradores de rua

🔹 Medida polêmica anunciada nas redes sociais

O anúncio foi feito no último domingo (2), por meio de um vídeo publicado pelo prefeito Topázio Neto em suas redes sociais. No vídeo, ele explica que a Prefeitura de Florianópolis instalou um posto avançado da assistência social na rodoviária com o objetivo de identificar pessoas que chegam à cidade sem emprego, moradia ou vínculos familiares.

De acordo com Topázio, o sistema permitirá que o município registre essas chegadas e direcione os recém-chegados para abrigos, serviços sociais ou — em alguns casos — encaminhamentos de retorno à cidade de origem.

“Florianópolis não pode ser depósito de pessoas. Queremos acolher quem precisa, mas de forma organizada e responsável”, afirmou o prefeito.


🔹 Repercussão e críticas nas redes sociais

A iniciativa, contudo, gerou uma forte reação entre ativistas, juristas e entidades ligadas aos direitos humanos. Críticos classificaram a ação como discriminatória e excludente, argumentando que o controle pode reforçar o estigma social sobre moradores de rua.
Organizações sociais destacaram que políticas públicas eficazes devem priorizar acolhimento, moradia e reinserção social, e não mecanismos de vigilância ou devolução de pessoas.

Nas redes sociais, a hashtag #MoradoresDeRua ficou entre os assuntos mais comentados, com opiniões divididas. Enquanto alguns defendem a medida como forma de organização urbana, outros afirmam que o município está tentando “exportar a pobreza”.


🔹 Justificativa do poder público

A administração municipal afirma que o objetivo não é “devolver” pessoas, mas garantir um atendimento mais humanizado e direcionado. Segundo a prefeitura, o sistema permitirá um mapeamento mais preciso da população em situação de rua e facilitará o encaminhamento para programas sociais.

“Florianópolis investe há anos em políticas de acolhimento, mas precisamos agir com responsabilidade fiscal e social. A cidade não pode arcar sozinha com o aumento descontrolado dessa população”, reforçou o prefeito Topázio Neto.


🌧️ Cenário nacional e o desafio da inclusão

A questão dos moradores de rua é um problema crescente em várias capitais brasileiras. Dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicam que o número de pessoas em situação de vulnerabilidade aumentou mais de 200% na última década.
Especialistas apontam que o desemprego, a crise habitacional e o uso de drogas são fatores que contribuem para o aumento dessa população — e que ações de exclusão não resolvem a raiz do problema.


FAQ — Perguntas Frequentes

1. O que é o novo sistema criado pela Prefeitura de Florianópolis?
É um sistema de controle e registro das pessoas que chegam à cidade sem moradia, com o objetivo de direcioná-las para serviços sociais.

2. O sistema impede a entrada de novos moradores de rua?
Segundo a prefeitura, não. O intuito é identificar e orientar, não restringir o acesso à cidade.

3. Por que a medida causou tanta polêmica?
Críticos afirmam que o controle pode levar à discriminação e à exclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade.

4. Como a prefeitura justifica a decisão?
O prefeito Topázio Neto afirma que a intenção é manter o acolhimento organizado e garantir que os recursos sejam usados de forma responsável.

5. O que dizem as entidades de direitos humanos?
Elas defendem que o foco deve ser em políticas de habitação, emprego e saúde — e não no controle de entrada de pessoas vulneráveis.

 

Fonte original da matéria: Tribunapr

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