
O período que se segue ao nascimento de um bebê é marcado por intensas transformações no corpo da mulher, mas muitas mães acabam negligenciando a própria saúde em meio às demandas do recém-nascido. Especialistas alertam que o puerpério exige atenção médica cuidadosa e que complicações sérias podem ser confundidas com sintomas comuns do pós-parto.
Durante programa exibido neste sábado (5), o Dr. Kalil recebeu Rosiane Mattar, professora titular da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana. Os profissionais discutiram os principais riscos desse período e a necessidade de uma rede de apoio para que a mulher possa se cuidar adequadamente.
Segundo Rosiane Mattar, existe uma visão romantizada sobre o pós-parto. A professora explicou que a cobrança para dar conta de tudo sozinha gera isolamento e descuido com a própria saúde, algo que era evitado no passado com a ajuda central de familiares e da comunidade.
Complicações físicas e sinais de alerta
Karina Belickas ressaltou que as complicações pós-parto estão diretamente ligadas ao histórico da gestação e ao tipo de parto. Mulheres que tiveram ganho excessivo de peso ou diabetes descompensado durante a gravidez apresentam maior risco de infecções em feridas cirúrgicas ou lacerações.
Gestantes que sofreram aumento de pressão arterial também podem manter o quadro no pós-parto, exigindo monitoramento contra riscos associados à pré-eclâmpsia e problemas cardiovasculares. A especialista listou os principais sinais que devem levar a mulher a buscar atendimento médico imediato:
- Vermelhidão, secreção atípica ou piora da dor em feridas;
- Cansaço progressivo que interfere no sono;
- Pressão arterial alterada;
- Febre acompanhada de calafrios.
Com informações de: Cnn Brasil
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