Banqueiro forneceu jatinho e Moët Chandon para desembargador viajar, diz PF
Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro apontam que o desembargador Newton Ramos solicitou apoio para viagem a Buenos Aires.

Trocas de mensagens extraídas do telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal (PF) apontam que o desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) Newton Ramos solicitou ajuda ao empresário para fazer uma viagem de Brasília a Buenos Aires no fim de novembro de 2024 em jatinhos privados.
As conversas indicam que Vorcaro teria disponibilizado duas aeronaves para realizar o deslocamento e providenciado bebidas como whisky, cerveja e espumantes das marcas Moët Chandon e Don Pérignon para o magistrado durante o voo.
A relação entre o desembargador, sua mulher (a advogada Camilla Ramos) e Daniel Vorcaro ganhou repercussão após a revelação de um contrato de até R$ 427 milhões firmado entre o banqueiro e o escritório da advogada para representar o banco em causas judiciais.
Na semana passada, Newton Ramos foi alvo de uma operação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o auxílio da PF. Mensagens obtidas sugerem ainda que o magistrado é citado por interlocutores de Vorcaro associado ao termo “Turma do KN”, que investigadores suspeitam ser uma referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques.
Em nota enviada à imprensa, Kássio Nunes Marques negou ter votado a favor de Daniel Vorcaro ou trocado mensagens com ele, além de reconhecer a amizade com o casal Newton e Camilla, mas negou atuação em favor das ações do escritório. A defesa da advogada Camilla Ramos esclareceu que o voo teve caráter estritamente particular e sem vínculo comercial, e que os serviços prestados ao banco ocorrem exclusivamente em processos cíveis e tributários.
Com informações de: BBC Brasil
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