
A estratégia de combate ao crime organizado na PCPR (Polícia Civil do Paraná) ganha um reforço histórico com a aprovação da nova Lei Orgânica da instituição. A legislação, aprovada pela Assembleia Legislativa, moderniza uma estrutura que não era atualizada há mais de 40 anos, criando departamentos focados em inteligência, operações de alto risco e repressão qualificada.
Com a revogação do antigo estatuto de 1982, a Polícia Civil passa a contar com três pilares estratégicos de atuação: o DRACO, o DOESP e o DIP.
Entenda a nova estrutura: DRACO, DOESP e DIP
A nova organização da PCPR distribui as competências de forma técnica para garantir que crimes complexos recebam a resposta adequada, desde a investigação sigilosa até a intervenção tática.
1. DRACO (Repressão ao Crime Organizado)
O Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) tem a missão de identificar e desarticular facções criminosas em todo o estado. Ele absorve a frente investigativa do antigo Cope, focando em grupos com divisões de tarefas e grande impacto social.
2. DOESP (Operações Especiais)
O Departamento de Operações Especiais (DOESP) organiza as equipes de elite para situações críticas. É o braço operacional para:
Resgate de reféns;
Investigação de sequestros e extorsões;
Apoio tático em operações de alta complexidade em todo o Paraná.
3. DIP (Inteligência Policial)
O Departamento de Inteligência Policial (DIP) atua nos bastidores, coordenando o fluxo de informações e protegendo dados sensíveis para subsidiar as decisões da alta cúpula da segurança pública.
Comparativo: As novas frentes da Polícia Civil do Paraná
| Departamento | Nome Completo | Atribuição Principal |
| DRACO | Repressão ao Crime Organizado | Investigação qualificada e desarticulação de facções. |
| DOESP | Operações Especiais | Resgate, apoio tático e intervenção de alto risco. |
| DIP | Inteligência Policial | Produção de conhecimento e análise estratégica. |
Modernização institucional e novos investimentos
Segundo o secretário da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, a mudança prepara o Paraná para crimes cada vez mais tecnológicos e transnacionais. “O Paraná passa a contar com uma estrutura própria para o combate ao crime organizado na PCPR, sem abrir mão da atuação especializada em situações de alto risco”, destacou.
Além da mudança na lei, o Governo do Paraná reforçou o efetivo. Desde 2019, foram incorporados 1.624 novos policiais civis, entre delegados, agentes de polícia judiciária e papiloscopistas, consolidando o maior investimento em pessoal das últimas décadas.



