
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) divide-se em dois tipos principais: o isquêmico, que representa de 80% a 85% dos casos, e o hemorrágico, responsável por 15% a 20% das ocorrências. As diferenças entre eles envolvem não apenas a frequência, mas também os mecanismos, os sintomas e as formas de tratamento.
Segundo a neurologista Cristine Cukiert, o AVC isquêmico ocorre devido à obstrução de uma artéria cerebral, processo semelhante ao infarto do miocárdio. Em contrapartida, o AVC hemorrágico decorre do rompimento de um vaso sanguíneo, que forma um coágulo e provoca sangramento no tecido cerebral afetado.
Atenção a traumatismos em idosos
A especialista também destacou os riscos de sangramentos cerebrais causados por traumatismos, como o hematoma subdural ou extradural. Esse quadro pode ser desencadeado por pancadas leves na cabeça, cujos sintomas podem surgir semanas ou meses após o evento.
Devido à atrofia cerebral natural da idade, o hematoma tende a crescer lentamente em idosos antes de gerar manifestações clínicas. Por essa razão, especialistas recomendam que qualquer queda ou impacto na cabeça nessa faixa etária seja investigado imediatamente com exames de imagem em um pronto-atendimento.
Tratamentos e urgência médica
No AVC hemorrágico, a conduta terapêutica depende do tamanho do hematoma e pode exigir drenagem cirúrgica por neurocirurgiões. Para o AVC isquêmico, o fator tempo é crucial, sendo a janela padrão de quatro horas e meia para a administração de medicamentos trombolíticos ou realização de trombectomia mecânica para remoção de coágulos.
Especialistas reforçam que os sintomas nunca devem ser ignorados na expectativa de melhora espontânea, sendo fundamental buscar atendimento médico de urgência de forma imediata.
Com informações de: Cnn Brasil
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