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Consumo de energia elétrica no Brasil segue em alta

CCEE, que monitora demanda em tempo real, aponta calor e produção maior da indústria como principais fatores para avanço de quase 4% em agosto
 
Produção de energia nas fazendas solares cresceu mais de 60% e ajudou a complementar a oferta de energia ao Sistema Interligado Nacional no mês passado
 

O consumo de eletricidade aumentou pelo quarto mês consecutivo, encerrando agosto com carga de 66.235 megawatts médios, volume 3,9% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados preliminares do Boletim InfoMercado Quinzenal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.
 

No mercado regulado, no qual estão residências e pequenas empresas, foram consumidos 41.179 MW médios, montante 5,0% maior. O restante, 25.056 MW médios, quantidade 2,2% maior, foi fornecido para a indústria e companhias de grande e médio porte que compram sua energia no mercado livre.
 

De acordo com a CCEE, os dias mais quentes têm influenciado um uso maior de equipamentos de refrigeração, especialmente no segmento regulado, enquanto uma produção maior em quase todos os ramos de atividade econômica monitorados, combinada com um movimento intenso de migração de novos consumidores, tem provocado uma demanda maior no ambiente livre.
 

Alexandre Ramos, presidente do Conselho de Administração da CCEE, comenta os dados em vídeo 

 

 

Consumo por ramo de atividade econômica

evolucao

 

A CCEE acompanha em tempo real o consumo de energia em 15 setores da economia do país. Em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, 10 deles tiveram aumento. Destaque para o Comércio (10,2%), que ampliou as vendas devido aos menores preços praticados, principalmente de produtos da cesta básica. Também o segmento de Extração de Minerais Metálicos (8,6%), que acompanhou o cenário positivo do mercado internacional, e Alimentícios (6,8%).
 

As maiores quedas foram registradas pela CCEE na fabricação têxtil (-3,1%), que segue impactada pela escassez de matéria-prima no mundo; na indústria química (-4,9%), que tem sofrido com forte concorrência internacional, principalmente nos subsetores relacionados de adubos e fertilizantes; e no ramo de veículos (-6,0%), que ainda dimensiona necessidades de produção após o fim do subsídio governamental para o setor.
 

Consumo por região

consumo

No mês passado, quase todos os estados brasileiros consumiram mais energia. No comparativo anual, a CCEE destaca o Maranhão (29,5%) e o Acre (25,5%), com demandas maiores influenciadas principalmente pelo mercado livre, e Amazonas (14,3%) e Mato Grosso (15,6%), com consumo impactado significativamente por temperaturas mais altas que a média registrada no mesmo período do ano passado. Apenas três estados tiveram demanda menor: Rio Grande do Sul (- 2,5%), Espírito Santo (- 2,2%) e o Amapá (- 1,6%).
 

Geração de energia

geracao

Em agosto, as hidrelétricas produziram 44.293 MW médios para o Sistema Interligado Nacional (SIN), 1,6% mais energia que no mesmo período do ano passado. Já as termelétricas entregaram 9.675 MW médios para a rede, volume 2,2% maior no comparativo anual. As fazendas solares produziram 2.578 MW médios, avanço de 62,8%. E os parques eólicos tiveram uma retração de 2,1%, gerando 12.499 MW médios.

Sobre a CCEE

A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos responsável por tornar possível a compra e a venda de eletricidade no país e garantir que esse insumo essencial chegue à população e aos setores produtivos. Desde 1999, reúne geradores, distribuidores, comercializadores e consumidores em um único propósito: desenvolver mercados eficientes, inovadores e sustentáveis em benefício da sociedade. Em suas operações, que envolvem tanto o ambiente de contratação livre como o regulado, liquida anualmente mais de R$ 150 bilhões.

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