Loja que desabou no Brás funcionava sem alvará dos bombeiros em São Paulo
Estabelecimento de quatro andares não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros vigente; buscas por possíveis vítimas sob os escombros foram suspensas temporariamente à noite

A loja de quatro andares que desabou no Brás, na região central de São Paulo, na noite de sexta-feira (6), funcionava sem o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) vigente. Com a ausência do documento, o estabelecimento não contava com licença da corporação para operar. O certificado é obrigatório para comprovar que a edificação atende às normas de segurança contra incêndio e outras situações de risco.
O teto do imóvel cedeu quando havia 35 pessoas no interior, formadas em sua maioria por funcionários. Os bombeiros foram acionados por volta das 18h. De acordo com a corporação, oito vítimas conseguiram deixar o local por meios próprios durante o acidente, enquanto outras 27 foram retiradas pelas equipes de resgate. Entre as pessoas socorridas, quatro ficaram internadas na UPA da Mooca sem risco de morte.
À imprensa, um sobrevivente relatou que a estrutura exibia rachaduras e afirmou que outros comércios da região estariam sob condições semelhantes. Um estabelecimento vizinho, o Clay Têxtil, recebeu auto de interdição logo após a ocorrência, medida que proíbe o uso do prédio por falta de segurança.
Durante os trabalhos, a capitã do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Karol Burunsizian, informou que cães farejadores apontaram sinais suspeitos sob os escombros, embora não haja confirmação definitiva sobre a presença de soterrados. Por volta das 22h22, a corporação suspendeu as buscas devido ao risco elevado para a segurança das equipes. As causas do desabamento continuam sob investigação.
Com informações de: Cnn Brasil
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