Supercélula pode ter causado temporal destrutivo em Maringá
Análise preliminar do Simepar aponta que tempestade severa com ventos fortes atingiu o município e provocou estragos na madrugada.

A tempestade que atingiu Maringá, no Norte do Paraná, na madrugada de segunda-feira (2), pode ter sido provocada por uma supercélula, um tipo de tempestade severa com grande potencial destrutivo. A análise preliminar é do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que cruzou informações de radar e satélite com os danos registrados no município.
O fenômeno está associado a uma linha de instabilidade que ganhou força ao chegar à região. Segundo os meteorologistas, a estrutura observada apresenta características de uma supercélula, tempestade muito organizada que pode produzir ventos extremamente fortes, granizo de grandes dimensões e até tornados.
As supercélulas se formam em ambientes com forte instabilidade atmosférica e mudanças na velocidade e na direção dos ventos conforme a altitude. Uma de suas principais características é a presença de uma corrente de ar ascendente em rotação, chamada de mesociclone. De acordo com o Simepar, o fenômeno pode durar até seis horas e percorrer dezenas ou centenas de quilômetros.
A confirmação de eventos como tornados e microexplosões depende de análises detalhadas que incluem imagens aéreas e a distribuição dos danos. A Prefeitura de Maringá decretou calamidade pública após rajadas de vento que chegaram a 96,8 km/h na estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), às 3h30, com volume acumulado de 51,8 milímetros de chuva.
Entre os locais atingidos está o quartel do Corpo de Bombeiros, que teve parte da estrutura destelhada e árvores caídas que atingiram cinco viaturas. Equipes de várias cidades foram enviadas para reforçar o corte de árvores e a desobstrução de ruas.
O levantamento da Defesa Civil Estadual apontou que 17 municípios paranaenses registraram ocorrências relacionadas às tempestades entre domingo (1º) e segunda-feira (2), afetando 1.277 pessoas, com 350 residências danificadas e uma destruída.
A previsão do Simepar indica que a instabilidade deve continuar ao longo da semana no Paraná, com risco de novas chuvas devido à formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul e a chegada de uma nova frente fria.
Com informações de: Massa.com.br geral
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