Apucarana reúne referências nacionais para fortalecer acolhimento familiar e rede de proteção
Município sediou o 1º Seminário Municipal de Acolhimento Familiar nesta sexta-feira, reunindo especialistas, representantes de 27 cidades e operadores do direito.

O desafio de garantir proteção, cuidado e convivência familiar a crianças e adolescentes vítimas de situações de violência no âmbito doméstico reuniu nesta sexta-feira (23/10), em Apucarana, especialistas de referência nacional, profissionais da rede de proteção e representantes de 27 municípios. Promovido pela Prefeitura, o 1º Seminário Municipal de Acolhimento Familiar, realizado no Cine Teatro Fênix, aprofundou o debate sobre a importância do afeto no desenvolvimento infantojuvenil e marcou mais uma etapa do fortalecimento do serviço no município.
O prefeito Rodolfo Mota destacou que a proteção à infância precisa ultrapassar os limites da assistência social e envolver diferentes áreas da administração pública. Ele citou o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, o Bolsa Atleta, o Bolsa para o Futuro e as atividades do Centro da Juventude como exemplos de iniciativas que contribuem para o desenvolvimento e a proteção de crianças e adolescentes.
“As ações de cuidado precisam ser transversais. A Família Acolhedora está na assistência social, o Bolsa Atleta está no esporte e o Bolsa para o Futuro envolve a educação e a área de indústria e comércio. Uma política pública efetiva é aquela que passa por todos esses setores”, afirmou.
A secretária municipal de Assistência Social, Fabíola Cristina Carrero, apresentou os resultados do serviço em Apucarana. Atualmente, o município conta com seis famílias habilitadas, das quais três estão realizando acolhimentos, duas encontram-se em período de pausa e uma está disponível para receber uma nova criança ou adolescente. Fabíola explicou que o objetivo é ampliar esse número, com apoio técnico e ações de sensibilização da comunidade, incluindo a atuação de Neusa Cerutti, diretora do Instituto Acolher e referência nacional no tema.
O promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná, Luciano Machado de Souza, defendeu que o acolhimento familiar seja compreendido como uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a sociedade. Já o desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, Sérgio Luiz Kreuz, destacou que a ampliação do acolhimento familiar está entre as prioridades do Judiciário paranaense na área da infância e juventude, pontuando que cerca de 19% dos acolhimentos no estado ocorrem na modalidade familiar, com expectativa de avançar para 25% até 2027.
O evento também contou com palestras e debates conduzidos pela pesquisadora Natália da Silva Figueiredo, pela promotora de Justiça da Comarca de Apucarana, Aracê Razaboni Teixeira, e pela juíza de Direito Carolline de Castro Carrijo, da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Apucarana, reunindo profissionais da assistência, operadores do direito e famílias acolhedoras.
Com informações de: Prefeitura de Apucarana
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