Adolescente grávida é espancada pela mãe e avó é agredida após revelação de gestação em Apucarana
Caso de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar no fim de semana; vítima de 15 anos e sua avó procuraram atendimento na UPA

Um caso de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar de Apucarana na manhã de domingo (18), por volta das 9h10, após uma adolescente de 15 anos e sua avó, de 67 anos, procurarem atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada na Rua José Ferragine, no Bairro Solo Sagrado. As vítimas relataram uma sequência de agressões físicas e ameaças de morte iniciadas dias antes.
De acordo com o relato prestado aos policiais, o primeiro episódio ocorreu na quinta-feira (15), em uma residência na Rua Hélio Hiromi Ohya, onde a adolescente morava com a mãe, de 36 anos. Ao contar que estava grávida, a jovem passou a ser espancada pela própria mãe com um fio de carregador de celular enquanto tomava banho, além de sofrer chutes, joelhadas e ter a cabeça batida contra a parede. Durante as agressões, a mulher ainda chamou três homens que moram no mesmo imóvel, sem grau de parentesco com a família, para que olhassem a adolescente nua, proferindo xingamentos enquanto os indivíduos assistiam à cena sem intervir.
Assustada, a gestante buscou abrigo na casa da avó, no Bairro Solo Sagrado. Contudo, na manhã de sexta-feira (16), por volta das 8h30, a mãe e os três homens invadiram o imóvel da idosa. O grupo segurou a adolescente para espancá-la novamente com tapas e também agrediu a avó com chutes e tapas. Antes de fugirem, os agressores ameaçaram matar as duas caso acionassem a Polícia Militar.
Com fortes dores nas costelas no domingo (18), a adolescente precisou permanecer em observação na UPA para exames clínicos devido à gravidez. Como a vítima relatou que sua irmã de 9 anos continuava sob a guarda da mãe em um ambiente com intensa venda e consumo de drogas, o Conselho Tutelar foi acionado para intervir e verificar a situação da criança.
As vítimas foram orientadas a procurar a Delegacia da Mulher, e o caso será investigado pela Polícia Civil.
Com informações de: Blog do Berimbau
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