
O Banco Central (BC) informou que R$ 5,79 bilhões em dinheiro esquecido continuam disponíveis para resgate em bancos e outras instituições financeiras. Os dados referentes a agosto, divulgados em outubro de 2026, apontam que milhões de brasileiros podem ter valores a receber pelo Sistema Valores a Receber (SVR).
Do total acumulado, R$ 4,31 bilhões pertencem a pessoas físicas, enquanto R$ 1,48 bilhão está relacionado a empresas. A plataforma administrada pelo Banco Central também permite a consulta de recursos deixados por pessoas falecidas.
O montante registrou um aumento de 2,6% em comparação com o mês de julho, período em que havia R$ 5,65 bilhões disponíveis para saque. Apesar da alta, a maior parte dos beneficiários possui quantias pequenas a resgatar: 69,4% têm direito a valores de até R$ 10.
Como consultar e resgatar os valores
A consulta ao dinheiro esquecido é totalmente gratuita e deve ser realizada exclusivamente por meio do site oficial do Sistema Valores a Receber, do Banco Central. Para verificar a existência de saldos, pessoas físicas devem informar o CPF e a data de nascimento, ao passo que as empresas precisam utilizar o CNPJ.
Se houver saldo disponível, o próprio sistema apresentará as orientações necessárias para solicitar a devolução. Em determinadas situações, será preciso acessar a plataforma utilizando uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.
Quando o resgate por Pix estiver disponível na solicitação, o prazo estimado para o recebimento do dinheiro pode chegar a até 12 dias úteis. Os cidadãos que não possuírem chave Pix deverão entrar em contato direto com a instituição financeira responsável para verificar outras modalidades de pagamento.
Origem dos recursos
De acordo com o Banco Central, os valores esquecidos podem ter diferentes origens, como saldos remanescentes de contas bancárias encerradas, cobranças indevidas, recursos de consórcios finalizados e quantias não resgatadas em cooperativas de crédito.
Atualmente, os bancos concentram a maior parcela dos recursos disponíveis, somando R$ 2,46 bilhões. Em seguida aparecem as administradoras de consórcios, com R$ 1,97 bilhão, e as cooperativas de crédito, que detêm R$ 805,6 milhões.
Com informações de: Massa.com.br geral
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