Governo federal e Banco Central articulam medidas contra oferta predatória de crédito
Diante do endividamento recorde da população e de juros altos, autoridades discutem novas regras para limitar cartões de crédito e conter abusos no mercado financeiro.

O governo federal e o Banco Central estudam medidas para conter o avanço do endividamento das famílias brasileiras e limitar o que classificam como oferta predatória de crédito. A preocupação com o tema tem motivado articulações entre o Poder Executivo e a autoridade monetária.
Em declaração recente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o governo discute com o Banco Central proibições para evitar que os bancos distribuam mais de um cartão de crédito para pessoas que não solicitaram o produto. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também pontuou que práticas agressivas de oferta de crédito devem ser limitadas.
De acordo com dados do Banco Central divulgados em setembro, o endividamento das famílias atingiu 49,9% em julho, impulsionado por altas taxas de juros. No rotativo do cartão de crédito, modalidade considerada uma das mais caras do mercado, os juros chegaram a 444,9% ao ano em agosto.
Para tentar mitigar os riscos no sistema financeiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou anteriormente que as operações de juros rotativos não poderiam ultrapassar 100% do valor original da dívida. Além disso, o governo implementou iniciativas como o programa Desenrola 2.0 e o Crédito do Trabalhador, buscando facilitar a renegociação de débitos e ampliar o acesso a linhas sustentáveis.
Com informações de: Metrópoles
Apresente sua marca, produtos, serviços ou novidades por meio de conteúdos patrocinados e campanhas personalizadas.
Conheça nossas opções de divulgação





