Expedição científica brasileira investiga abismos do Atlântico
Grupo parte de Fortaleza neste domingo para mapear a Zona de Fratura Romanche, coletar amostras e estudar comunidades de águas profundas.

Uma expedição científica partirá neste domingo, 20, de Fortaleza (CE) para mapear e explorar a Zona de Fratura Romanche, formação submarina com cerca de 1 mil quilômetros de extensão. O local é composto por uma sequência de montanhas e vales localizada a meio caminho entre a Costa Nordeste do Brasil e o Oeste do continente africano.
Batizada de The Gap, a iniciativa utilizará um robô operado remotamente e um submarino autônomo, pilotados a partir do navio de pesquisa Falkor (Too). O objetivo é mapear duas áreas distintas e coletar amostras de rochas e de vida marinha em profundidades de até 4,5 mil metros.
Os pesquisadores investigam a área devido à ocorrência da ressurgência equatorial, fenômeno caracterizado pela elevação de águas frias e ricas em nutrientes para a superfície. O processo, sazonal e impulsionado pelos ventos alísios, estimula o aumento de animais microscópicos, que formam a base da cadeia alimentar marinha.
Segundo o professor José Angel Perez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que lidera a expedição, o foco principal é entender a relação da ressurgência com as comunidades profundas. O grupo também analisará os impactos das mudanças climáticas e da acidificação dos oceanos sobre esses ecossistemas.
A equipe conta com 25 especialistas de cinco nacionalidades, incluindo pesquisadores e estudantes de instituições brasileiras como Univali, USP, UFRGS e UFES. A chegada à área de estudo está prevista para o dia 25 de setembro, com encerramento da viagem programado para 26 de outubro em Gana.
Com informações de: Agência Brasil
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