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Jovem de Apucarana é preso suspeito de integrar quadrilha milionária

Um jovem de 23 anos, natural de Apucarana, foi preso pelas autoridades paraguaias nesta quinta-feira (18) suspeito de envolvimento em um mega-assalto contra agências bancárias e uma casa de câmbio. A ação criminosa, que chocou o país vizinho pelo nível de violência e organização, ocorreu na madrugada da última terça-feira (16), na cidade de Santa Rita, e já é considerada uma das maiores da história recente do Paraguai.

A prisão do apucaranense preso no Paraguai ocorreu durante uma operação policial conjunta em Minga Guazú, cidade localizada a cerca de 30 quilômetros da fronteira com o Brasil. Outros dois homens, de nacionalidade paraguaia, também foram capturados na mesma ação.

Suspeito apucaranense tem histórico criminal no Brasil

De acordo com informações oficiais da polícia paraguaia, reproduzidas pelo portal G1, o jovem do Vale do Ivaí foi identificado como Emanuel. As investigações preliminares apontam que ele seria um dos integrantes da linha de frente do grupo que sitiou a cidade paraguaia durante o assalto.

Ao checarem o sistema de segurança brasileiro, os investigadores constataram que Emanuel já possui uma ficha criminal extensa no Brasil. O jovem de 23 anos tem antecedentes criminais graves por:

  • Roubos agravados;

  • Tráfico de drogas.

Arsenal e disfarces apreendidos em esconderijo na fronteira

A captura dos suspeitos aconteceu em uma residência localizada no bairro Loma III, em Minga Guazú. O local funcionava como uma espécie de “bunker” ou ponto de apoio para a quadrilha após o crime milionário.

Durante a varredura no imóvel, os policiais paraguaios apreenderam um verdadeiro arsenal e materiais táticos utilizados no assalto:

  • Uma espingarda calibre 12 e farta munição;

  • Coletes balísticos reforçados;

  • Balaclavas (capuzes) e luvas pretas;

  • Dispositivos conhecidos como “miguelitos” (pregos entrelaçados para furar pneus de viaturas);

  • Aparelhos celulares, documentos falsos, cartões bancários e dinheiro em espécie.

Dinâmica do crime aponta ligação com facções brasileiras

O mega-assalto em Santa Rita mobilizou mais de 20 criminosos fortemente armados com fuzis e explosivos. Embora o valor exato levado dos bancos e da casa de câmbio ainda não tenha sido contabilizado de forma oficial, as autoridades confirmam que o prejuízo é milionário.

A suspeita de que grandes organizações criminosas brasileiras estejam por trás do ataque ganhou força logo após o crime. Testemunhas e vítimas que ficaram na linha de tiro relataram aos investigadores terem ouvido vários integrantes do bando falando em português durante a execução do roubo. A polícia paraguaia e as forças de segurança brasileiras trabalham em conjunto para identificar o restante da quadrilha.

Veja a matéria original em: Blog do Berimbau

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