
Falsa enfermeira que desviava vacina da COVID-19 em Apucarana é condenada a 16 anos de prisão
Segundo as informações, a suposta “enfermeira” conferia os documentos das pessoas que seriam imunizadas e, ainda, oferecia vacinas para conhecidos via WhatsApp, demonstrando que já havia desviado as doses. Ela afirmava que se a pessoa não fosse tomar a dose, iria jogar a vacina fora
O caso foi denunciado ao Ministério Público (MP) pelo vereador Lucas Leugi e a falsa enfermeira acabou presa pela Polícia Civil em cumprimento de mandado de prisão no dia 15 de maio de 2021, após pedido da Promotoria e determinação do Judiciário. Ela ficou quase dois meses aplicando vacinas na unidade montada no Lagoão.
Foi apurado que tal “enfermeira voluntária” não tinha inscrição no COREN, que é o conselho regional de enfermagem. Além de aplicar vacinas, ela também conferia os documentos das pessoas que seriam imunizadas, o que facilitava a fraude.
Após o caso se tornar público, outras pessoas se manifestaram em rede social, denunciando que a mesma mulher se tratava de uma farsante, pois ela não está inscrita do COREN e sequer fez curso de socorrista.
A falsa enfermeira foi condenada há 16 (dezesseis) anos, 09 (nove) meses e 06 (seis) dias de reclusão; 09 (nove) meses e 26 (vinte e seis) dias de detenção; 01 (um) mês e 21 (vinte e um) dias de prisão simples; e 770 (setecentos e setenta) dias-multa.
A acusada permaneceu presa durante 05 (cinco) meses e 6 (seis) dias até revogação da prisão preventiva, desse modo o Poder Judiciário autorizou que a pena aplicada fosse recorrida em liberdade
Todos os demais acusados na mesma situação da denúncia fizeram acordo de não persecução penal e se livraram de uma pena, com pagamento de multa.
A pena para Silvânia pode ser considerada para fins de fixação de regime e a de 16 anos 4 meses de reclusão ,9 meses e 26 dias de detenção e 1 mês e 21 dias de prisão simples. Ela, no entanto, pode recorrer da decisão em liberdade.
Fonte da matéria: Canal 38



