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Endividamento Recorde 2026: 80% das Famílias Brasileiras têm Dívidas

O mês de fevereiro de 2026 encerrou com 80,2% das famílias brasileiras endividadas, o maior nível registrado desde o início da série histórica em 2010. O índice representa uma alta de 0,7 ponto percentual em relação a janeiro e um salto de 3,8 p.p. comparado ao mesmo período do ano passado.

Além do volume de dívidas, a inadimplência (contas já em atraso) também voltou a subir, atingindo 29,6% dos entrevistados, interrompendo uma sequência de três meses de queda.

Por que as dívidas continuam subindo?

De acordo com especialistas da CNC, o principal vilão é a manutenção da taxa Selic em patamares elevados. Os juros altos encarecem o crédito e dificultam a amortização das parcelas, criando um efeito “bola de neve” no orçamento doméstico.

“O custo do dinheiro permanece proibitivo, dificultando a capacidade das famílias de limparem seus cadastros”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC.

Perfil das dívidas: Onde o brasileiro mais deve?

O cartão de crédito continua sendo o principal instrumento de endividamento, citado por 85% das famílias. Veja o ranking das modalidades:

Modalidade de DívidaPercentual de Famílias
Cartão de Crédito85,0%
Carnês de Loja16,0%
Crédito Pessoal12,3%
Financiamento Habitacional9,8%
Financiamento de Veículos8,9%

Desigualdade de Renda e Inadimplência

A pesquisa revela um contraste social nítido:

  • Alta Renda: Famílias que ganham acima de 10 salários mínimos viram seu endividamento saltar para 69,3%. Para este grupo, o crédito é usado muitas vezes de forma estratégica para manter o consumo.

  • Baixa Renda: Entre as famílias que ganham até 3 salários mínimos, a inadimplência é crítica, chegando a 38,9%. Quase uma em cada cinco dessas famílias admite que não terá condições de pagar as contas no próximo mês.

 

Veja a matéria original em: Portal do comércio

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