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Adolescente morre após uso de cigarro eletrônico; padrasto sofre infarto e também morre

Vitor, de 16 anos, foi internado por complicações respiratórias atribuídas ao dispositivo; o padrasto teve infarto na UTI; Tragédia comove Santo Antônio da Platina

Resumo:

Um adolescente de 16 anos morreu em Santo Antônio da Platina (PR) após complicações associadas ao uso de cigarro eletrônico. Internado com insuficiência renal e infecção pulmonar, Vitor da Silva relatou uso do dispositivo por dois meses. O padrasto, que foi ao hospital visitá-lo, sofreu um infarto fulminante na recepção da UTI e também não resistiu. Família e autoridades alertam para os riscos do produto.


Uso de cigarros eletrônicos termina em duas mortes em cidade do Norte Pioneiro do Paraná

Jovem internado com falência renal e quadro pulmonar grave

O caso ocorreu em Santo Antônio da Platina, onde o adolescente Vitor da Silva deu entrada no hospital reclamando de dor de garganta, vômitos e dificuldade respiratória. Exames indicaram falência renal e sinais de infecção nos pulmões; clínicos relataram que o quadro evoluiu rapidamente para gravidade. Segundo familiares, o jovem admitiu usar cigarro eletrônico há cerca de dois meses.

Médicos informaram que o histórico de bronquiolite na infância pode ter agravado a resposta inflamatória do organismo ao produto inalado, contribuindo para o colapso dos órgãos.


Padrasto passa mal na chegada ao hospital e morre; família consternada

Ao saber do agravamento do filho, o padrasto, João Gonçalves, de 55 anos, deslocou-se até a UTI para acompanhar o atendimento. No hospital, ainda na recepção, ele sofreu um infarto fulminante e faleceu antes que pudesse ser socorrido. Um dia após a morte de João, Vitor também não resistiu às complicações.

Abalada, a mãe, Angélica da Silva, fez um apelo público: pediu que a população se conscientize sobre os riscos do cigarro eletrônico e alertou outros pais para o perigo do uso por jovens.


O que dizem especialistas e autoridades de saúde

Profissionais consultados lembram que dispositivos eletrônicos de tabaco não são inofensivos. A inalação de líquidos aquecidos pode provocar reações inflamatórias graves no pulmão, além de afetar rins e outros órgãos em episódios extremos. Em alguns países, já existem protocolos para investigação de casos graves relacionados ao uso desses produtos.

A Secretaria de Saúde local foi comunicada e recomenda atenção imediata a sintomas como falta de ar, vômitos persistentes, dores intensas e alterações do estado geral após uso de vaporizadores.

Veja a matéria original em: RIC.com

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