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Therian: Entenda o comportamento que viralizou entre jovens e o que diz a psicologia

Se você frequenta as redes sociais ou observa o comportamento de jovens em espaços públicos, talvez já tenha visto alguém usando máscaras de animais e praticando movimentos de corrida e salto em quatro patas. O movimento, conhecido como Therian (ou teriantropia), está em plena ascensão em 2026 e tem gerado muitas dúvidas e debates entre pais e profissionais da saúde.

O que é ser um Therian?

Diferente do que muitos pensam, ser um Therian não é um “personagem” de teatro. O termo define pessoas que sentem uma conexão profunda e involuntária com um animal específico, chamado de theriotipo.

Enquanto os Furries criam fantasias por arte ou entretenimento, os Therians acreditam que sua identidade interior ou espiritual é, de alguma forma, animal. Muitos praticam os Quadrobics, que são exercícios físicos que imitam os movimentos de animais, como saltos e corridas.

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O limite da saúde mental: Quando se preocupar?

Para a maioria dos especialistas, o comportamento é visto como uma subcultura ou uma forma de expressão da Geração Z. No entanto, é preciso observar os limites:

  1. Consciência da Realidade: A grande maioria dos Therians sabe que é biologicamente humana. Quando o jovem começa a acreditar piamente que está se transformando fisicamente (um quadro raro chamado Licantropia Clínica), é hora de buscar ajuda profissional.

  2. Funcionalidade: Se o jovem continua frequentando a escola, mantendo amigos e cuidando da higiene, o comportamento é geralmente encarado como um hobby ou identidade grupal.

  3. Isolamento e Risco: É chocante para os pais verem os filhos agindo como animais, mas o sinal de alerta real deve acender se houver isolamento total da sociedade, recusa em comer alimentos humanos ou comportamentos que coloquem a integridade física em risco.

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Pontos Polêmicos e o papel da família

O assunto é cercado de controvérsias. Críticos afirmam que o movimento pode ser um refúgio para jovens neurodivergentes (como autistas) que encontram no comportamento animal uma forma de lidar com a ansiedade social. Por outro lado, o bullying contra esses jovens é severo, o que pode agravar problemas de saúde mental pré-existentes.

A recomendação para as famílias  é o diálogo. Entender se o comportamento é uma forma de lazer e exercício (Quadrobics) ou se esconde uma dificuldade de aceitação é o primeiro passo para uma convivência saudável.

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