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Simepar registra quatro casos de nuvem funil em menos de dez dias no Paraná

A nuvem recebe este nome devido à aparência de um funil que ela adquire a partir da base de uma nuvem do tipo Cumulonimbus ou Cumulus

Resumo:

Quatro registros de nuvem funil foram identificados no Paraná em apenas nove dias, segundo o Simepar. Os fenômenos ocorreram em diferentes regiões do estado e estão associados a tempestades severas típicas do verão. Apesar de chamarem atenção, as nuvens funil não são consideradas tornados, a menos que atinjam o solo.

Onde e quando ocorreram os registros no Paraná

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou quatro ocorrências de nuvem funil em janeiro de 2026:

  • 9 de janeiro, por volta das 13h: Ponta Grossa

  • 11 de janeiro, à tarde: Paulo Frontin, próximo à divisa com Santa Catarina

  • 15 de janeiro, por volta das 16h: São Jorge do Ivaí, na região de Maringá

  • 17 de janeiro, à tarde: Arapongas

Segundo o Simepar, muitos casos não são filmados ou relatados, especialmente quando ocorrem em áreas rurais ou pouco povoadas.


🌩️ O que é uma nuvem funil e por que ela se forma

🔹 Estágio inicial de um possível tornado

A nuvem funil é uma coluna de ar em rotação que se estende a partir da base de nuvens do tipo Cumulonimbus ou Cumulus. Ela representa um estágio inicial de formação de tornado, mas só recebe esse nome se tocar o solo e gerar ventos intensos.

Quando permanece suspensa, o fenômeno não causa danos em superfície, oferecendo risco principalmente para a aviação.


🔥Verão favorece tempestades severas no Paraná

De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, o verão reúne os principais fatores para a formação de tempestades intensas:

  • Elevada umidade do ar

  • Altas temperaturas

  • Influência indireta de sistemas como frentes frias, ciclones extratropicais e áreas de convergência

“Esses sistemas não atuam diretamente sobre o Paraná, mas intensificam as tempestades quando combinados com calor e umidade”, explica o meteorologista.


🌪️Supercélulas e mesociclones aumentam risco de eventos severos

🔹Rotação interna da tempestade favorece nuvem funil

Em algumas situações, as tempestades podem evoluir para supercélulas, que atingem mais de 15 km de altitude e apresentam intensa rotação interna.

Esse processo ocorre quando há cisalhamento do vento, ou seja, mudança de direção e intensidade dos ventos em diferentes camadas da atmosfera, favorecendo a formação de mesociclones — grandes áreas de vento giratório dentro da nuvem.

Essa rotação pode gerar o funil visível que caracteriza a nuvem funil.


🛑 Nuvem funil oferece risco? Veja orientações

Embora a nuvem funil não represente perigo direto se não tocar o solo, ela pode indicar ambiente favorável à formação de tornados. Por isso, a recomendação é:

  • Afastar-se de áreas abertas

  • Buscar abrigo em construções de alvenaria

  • Dentro de casa, permanecer em banheiros ou cômodos sem janelas

Se o funil atingir o solo, o fenômeno passa a ser classificado como tornado; sobre corpos d’água, é chamado de tromba d’água.


📲 Como receber alertas de tempestade no Paraná

O Simepar realiza o monitoramento meteorológico, e a Defesa Civil emite alertas à população. Para receber notificações no celular:

📱 Envie um SMS para 40199 com o CEP da sua residência.

O serviço é gratuito e permite receber avisos de risco de tempestades, ventos fortes e outros eventos climáticos severos.

Fique atualizado com o clime em: SIMEPAR

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