Saúde

Gripe K: OMS e OPAS emitem alerta após aumento global de circulação do A(H3N2)

Subclado K do influenza A(H3N2) cresce na Europa, Ásia e partes da América do Norte; autoridades recomendam vigilância, vacinação e medidas básicas de proteção.

Resumo

A Organização Mundial da Saúde e a OPAS/OMS registraram aumento rápido da circulação do influenza A(H3N2) subclado K, detectado desde agosto e assinalado em um alerta epidemiológico de 4 de dezembro. Embora dados atuais não indiquem aumento da gravidade clínica, o novo subclado preocupa por sua difusão precoce em países da Europa e do Leste Asiático e por potencial impacto em populações vulneráveis; por isso autoridades reforçam vigilância, vacinação de grupos de risco e disponibilidade de antivirais. Organização Mundial da Saúde+1

o que se sabe sobre a circulação do A(H3N2) subclado K

Cenário atual e por que as autoridades soaram o alerta
Desde agosto de 2025 houve identificação e crescimento rápido do subclado J.2.4.1 — apelidado “K” — do vírus influenza A(H3N2) em vários países; a OPAS/OMS emitiu um alerta epidemiológico em 4 de dezembro para orientar Estados-membros sobre vigilância e resposta. Dados até o momento não mostram aumento claro da gravidade clínica, mas o comportamento do vírus exige atenção por causa do ritmo de disseminação. Organização Pan-Americana da Saúde+1

Onde o vírus tem circulado mais — e o que os dados apontam
Relatórios das agências de saúde indicam maior detecção do subclado K na Europa e em países do Leste Asiático, com sinais de aumento também em algumas áreas da América do Norte. A avaliação de risco europeia e os boletins nacionais registram início antecipado da temporada e predominância de A(H3N2) em zonas com positividade elevada. Centro Europeu de Prevenção e Controle+1

Sintomas relatados
Os sintomas observados são compatíveis com os de uma influenza sazonal clássica: febre, dores no corpo, mal-estar geral, tosse e dor de garganta. Casos graves e hospitalizações continuam mais frequentes entre idosos e grupos vulneráveis, o que motiva prioridades de proteção para essas populações. CDC

Quem corre mais risco
Pessoas idosas, crianças pequenas, gestantes e indivíduos com comorbidades permanecem em maior risco de complicações por influenza A(H3N2). Por isso as recomendações das organizações de saúde priorizam vacinar e garantir acesso a antivirais para esses grupos. Organização Pan-Americana da Saúde

Medidas recomendadas — do sistema de saúde ao cidadão

  1. Vigilância reforçada: sistemas de vigilância integrada para influenza, VSR e SARS-CoV-2 devem ser fortalecidos por autoridades de saúde. Organização Pan-Americana da Saúde

  2. Vacinação: manter campanhas e priorizar idosos e grupos de risco; ainda que a correspondência vacinal com o subclado possa ser parcial, a vacina reduz risco de hospitalização. Centro Europeu de Prevenção e Controle+1

  3. Diagnóstico e antivirais: ampliar acesso ao diagnóstico precoce e disponibilizar antivirais para populações vulneráveis. Organização Pan-Americana da Saúde

  4. Medidas individuais: higiene das mãos, etiqueta respiratória (cobrir ao tossir/espirrar), evitar contato próximo com pessoas doentes e ficar em casa se tiver febre ou sintomas respiratórios.

O que muda para o Brasil e para a Região das Américas
A OPAS já emitiu notas técnicas e recomenda aos países da Região das Américas que reforcem a vigilância e as campanhas vacinais ante a circulação deste subclado, mantendo prontidão para investigação de eventos respiratórios incomuns. A estratégia regional foca em monitoramento laboratorial, disponibilidade de antivirais e proteção dos serviços de saúde. Organização Pan-Americana da Saúde+1

Perguntas frequentes 

  • O que é “gripe k”?
    É o nome popular dado ao subclado K do vírus influenza A(H3N2), detectado em 2025 como um agrupamento genético emergente do H3N2. Organização Mundial da Saúde+1

  • Devo me vacinar?
    Sim: autoridades recomendam vacinação, especialmente para idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com comorbidades, pois reduz risco de doença grave. Organização Pan-Americana da Saúde

  • O vírus é mais letal?
    Até o momento as análises não mostram aumento da gravidade clínica associada ao subclado K, mas a dispersão precoce e rápida eleva o risco agregado de hospitalizações em populações vulneráveis. Organização Mundial da Saúde+1

Conclusão

A vigilância e a vacinação são as armas imediatas para mitigar o impacto potencial do A(H3N2) subclado K. Cidadãos devem reforçar medidas básicas de proteção e grupos de risco devem priorizar a vacinação e procurar assistência médica ao primeiro sinal de agravamento. Autoridades de saúde monitoram a evolução do subclado e ajustarão recomendações conforme novos dados. Organização Pan-Americana da Saúde+1

Veja a matéria original em: Massa.com

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