Política

STF encerra CPMI do INSS em meio a polêmicas com Banco Master e citações a ministros

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em sessão realizada nesta quinta-feira (26 de março de 2026), rejeitar o pedido de prorrogação da CPMI do INSS. Com a decisão, a comissão parlamentar, que investigava fraudes em aposentadorias, mas acabou mergulhando no escândalo do Banco Master, terá suas atividades encerradas oficialmente neste sábado (28).

O encerramento ocorre em um momento de alta tensão, após o vazamento de materiais sigilosos que expuseram supostos contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades de Brasília, incluindo parlamentares e o ministro Alexandre de Moraes.

O desvio de finalidade e os vazamentos

A maioria dos ministros (8 a 1) acompanhou o entendimento de que a prorrogação de uma comissão é uma questão interna do Congresso Nacional. No entanto, o julgamento foi marcado por duras críticas ao “desvio de finalidade” da CPMI.

Ministros como Gilmar Mendes e o próprio Alexandre de Moraes criticaram o vazamento de dados sigilosos e quebras de sigilo em bloco, que atingiram inclusive o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva. “É criminoso”, disparou Mendes durante a sessão.

O Escândalo do Banco Master e o STF

Embora o foco inicial fosse o INSS, a CPMI passou a investigar o Banco Master sob o argumento de apurar irregularidades em empréstimos consignados. O banco foi liquidado em novembro de 2025, e seu dono, Daniel Vorcaro, está preso e em processo de delação premiada.

O caso gerou desgaste direto para dois ministros da Corte:

  • Alexandre de Moraes: Questionado sobre um contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua esposa com o Banco Master e mensagens recuperadas pela PF que sugeririam encontros com Vorcaro. O ministro nega veementemente e afirma que perícias do STF refutam as alegações.

  • Dias Toffoli: Teve que deixar a relatoria do caso Master após a revelação de que um fundo ligado ao banco comprou parte de um resort no Paraná que pertencia a uma empresa do ministro e de seus irmãos.

O que acontece agora?

Com o fim da CPMI, as investigações sobre as fraudes bilionárias no INSS e no Banco Master continuam no âmbito da Polícia Federal. Os inquéritos seguem sob a relatoria do ministro André Mendonça, o único a votar a favor da continuidade da comissão no Congresso.

Veja a matéria: BBC Brasil

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