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Fim da escala 6×1: G7 Paraná manifesta preocupação com impactos na economia e no emprego

O G7 Paraná, grupo que reúne as principais entidades produtivas do estado, posicionou-se oficialmente contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Em manifesto divulgado nesta semana, a entidade expressou profunda preocupação com os reflexos da medida no setor produtivo e no custo de vida dos paranaenses.

Riscos de inflação e desemprego são apontados pelas entidades

O grupo, formado por instituições de peso como Sistema FAEP, Fecomércio PR, Fiep, Fecoopar, Faciap, Fetranspar e ACP, argumenta que a mudança pode elevar drasticamente o custo por hora trabalhada. Segundo o G7, sem uma melhora na produtividade e na carga tributária, a redução da jornada tende a gerar um efeito dominó negativo, pressionando o faturamento das empresas e colocando em risco os empregos formais.

Para o coordenador do G7 Paraná, Ágide Eduardo Meneguette, o debate precisa ser técnico e desprovido de ideologias.

“A medida vai provocar efeitos desastrosos. O aumento dos custos produtivos tende a pressionar preços, gerar inflação e comprometer empregos”, destaca Meneguette.

Produtividade brasileira em baixa preocupa o setor

O manifesto cita dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que colocam o Brasil em uma posição desfavorável no ranking global de produtividade (94ª posição). As entidades reforçam que, com um crescimento médio de produtividade de apenas 0,9% ao ano nas últimas décadas, o país não teria fôlego para absorver a mudança sem repassar custos ao consumidor.

Entre os principais efeitos negativos listados pelo G7 Paraná estão:

  • Aumento de preços e pressão inflacionária;

  • Avanço da informalidade e da “pejotização”;

  • Aceleração da automação, substituindo mão de obra humana;

  • Incerteza no planejamento, especialmente devido à coincidência com a implementação da Reforma Tributária.

O G7 Paraná defende que qualquer alteração nas regras trabalhistas deve valorizar a negociação coletiva e respeitar as diferenças entre os setores econômicos. O grupo pede cautela e responsabilidade aos parlamentares na condução desse debate nacional.

Veja a matéria original em: RIC.com

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