
Na manhã de terça-feira (16/09), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou a Operação “Mercado de Pandora”, em apoio à 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó. A ação investiga fraude fiscal e sonegação tributária no comércio eletrônico, atingindo diversas cidades, incluindo Apucarana.
Mandados, prisões e apreensões
Foram cumpridos:
15 mandados de prisão preventiva
44 mandados de busca e apreensão em residências, escritórios contábeis e sedes de empresas fictícias
38 bloqueios de bens e valores de pessoas físicas
31 bloqueios de bens e valores de pessoas jurídicas
O valor total solicitado para bloqueio é de R$ 227.693.596,10.
Durante as diligências, em Apucarana, uma pessoa foi presa em flagrante por porte de munições de calibre restrito. Um simulacro de arma de fogo também foi apreendido na Rua Rio Pirapó, no Núcleo Residencial João Paulo.
Cidades envolvidas na operação
As ordens judiciais, expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, estão sendo cumpridas em diversos estados:
Santa Catarina: Joinville, Mafra, São João Batista, Campo Erê
Paraná: Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Apucarana, Marmeleiro, São Jorge do Oeste
Alagoas: Maceió
São Paulo: Limeira e capital
Esquema sofisticado de fraude fiscal
As investigações visam desarticular uma organização criminosa especializada em fraude fiscal e sonegação tributária na venda de smartphones em marketplaces. Segundo o GAECO, os investigados utilizavam “empresas laranjas” para emitir notas fiscais fictícias, vender produtos sem recolher tributos e dificultar o rastreio contábil.
Após atingir um volume alto de vendas, as empresas eram desativadas e substituídas por novas, mantendo o ciclo de evasão fiscal e concorrência desleal. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em cerca de R$ 45 milhões.
Impacto da operação
A Operação “Mercado de Pandora” demonstra que, mesmo em ambientes digitais, há rastros que podem ser seguidos pela inteligência policial e fiscal. A fraude prejudica a arrecadação de tributos e compromete a concorrência justa no comércio eletrônico. Os investigados podem responder por crimes de organização criminosa, sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, entre outros.
Origem do nome “Mercado de Pandora”
O nome faz referência ao mito grego da Caixa de Pandora, que ao ser aberta libertou todos os males do mundo. Da mesma forma, o mercado aparentemente legítimo revelou um esquema oculto de fraudes fiscais, notas fictícias e dissimulação patrimonial.
Apoio técnico e parcerias
A operação contou com apoio:
Da Fazenda Pública Estadual de Santa Catarina
Do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB)
Da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (DIOPI)
Da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP)
O suporte técnico especializado foi essencial para rastrear ativos virtuais movimentados pela organização criminosa.
Sobre o GAECO
O GAECO é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público, integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. Sua missão é identificar, prevenir e reprimir organizações criminosas.
Veja a matéria original em: Canal 38



