
A Polícia Civil de Apucarana, através da Delegacia da Mulher, deflagrou uma operação de alta complexidade na manhã desta sexta-feira (06), no município de Novo Itacolomi. A ação, comandada pela delegada Dra. Luana Lopes com apoio da Polícia Militar, resultou na prisão de um professor da rede pública, ex-diretor de escola, sob graves acusações de tráfico de drogas e exploração sexual de adolescentes.
Investigação e Denúncias do Ministério Público
O mandado de busca e apreensão foi expedido após investigações robustas provocadas por denúncias do Ministério Público. Segundo o inquérito, o investigado utilizava a própria residência como cenário para crimes bárbaros.
Relatos apontam que o suspeito atraía menores de idade oferecendo entorpecentes em troca de atos libidinosos. Há evidências de festas onde adolescentes eram induzidos a dançar nus, sob constantes ameaças com arma de fogo para que o silêncio fosse mantido. Na residência, os agentes apreenderam:
Entorpecentes: Porções de cocaína e cigarros de maconha;
Logística do Tráfico: Balanças de precisão;
Provas Digitais: Celulares e um computador (que passarão por perícia);
Material Corroborante: Itens utilizados na prática de atos sexuais.
Momento de Tensão e Alerta de Saúde Pública
Durante a voz de prisão, a ocorrência tomou um rumo chocante. Já algemado, o professor tentou o suicídio utilizando um garfo de cozinha contra o próprio pescoço. A equipe policial agiu com rapidez e técnica para contê-lo.
A situação gerou um alerta biológico imediato, pois o investigado confirmou ser portador de HIV. Devido ao ferimento, ele foi escoltado até a UPA, onde foi constatado que a lesão não era letal. Diante do risco de transmissão nas práticas criminosas relatadas, a Dra. Luana Lopes emitiu uma orientação urgente:
“Qualquer pessoa que tenha tido contato sexual com o suspeito deve procurar imediatamente os serviços de saúde para exames preventivos e protocolos de pós-exposição.”
Próximos Passos Jurídicos
O investigado permanece preso em flagrante por tráfico de drogas, enquanto a Polícia Civil trabalha na conclusão do inquérito por estupro de vulnerável. A perícia nos dispositivos eletrônicos buscará identificar a existência de material pornográfico infantil.
A autoridade policial agora foca na oitiva de novas vítimas que, por medo da influência do professor na comunidade, ainda não haviam denunciado os abusos.



