
Resumo:
Sete chefes do Comando Vermelho foram transferidos do Rio de Janeiro para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, nesta quarta-feira (12). A operação foi realizada a pedido do governo fluminense, após a Operação Contenção, que deixou 121 mortos e 113 presos nas comunidades da Penha e do Alemão. Os detentos agora cumprem pena em regime de isolamento total, com 22 horas de cela individual e vigilância constante.
Chefes do Comando Vermelho são transferidos para presídio de segurança máxima no Paraná
Transferência ocorre após megaoperação no Rio de Janeiro
O estado do Paraná recebeu nesta quarta-feira (12) sete chefes do Comando Vermelho transferidos do Rio de Janeiro. A decisão veio após o governo fluminense solicitar reforço na contenção de lideranças da facção, duas semanas depois da Operação Contenção, que resultou em 121 mortos, entre eles quatro policiais, e 113 prisões.
Os presos agora cumprem pena na Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do estado, considerada uma das unidades mais seguras do país.
Nas redes sociais, o governador Cláudio Castro destacou a importância da cooperação entre estados:
“A segurança pública não é um problema local, é um desafio nacional que exige cooperação, inteligência e coragem.”
Regime federal impõe isolamento total a líderes de facção
De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), cada um dos chefes do Comando Vermelho ocupa cela individual, sem contato com outros presos. Eles permanecem 22 horas isolados e têm apenas duas horas de banho de sol, sob vigilância constante de policiais penais federais.
Além do isolamento, a Secretaria Nacional de Políticas Penais reforça o uso de operações de inteligência penitenciária para desarticular comunicações e atividades externas das lideranças criminosas.
Catanduvas abriga também Fernandinho Beira-Mar
A Penitenciária Federal de Catanduvas, inaugurada em 2006, é um dos cinco presídios federais de segurança máxima do Brasil. O local foi projetado para receber criminosos de alta periculosidade, como Fernandinho Beira-Mar, que atualmente também cumpre pena na unidade.
Após passar por outras prisões federais, Beira-Mar retornou ao Paraná em março de 2024. A penitenciária segue sob monitoramento intensivo, com protocolos rígidos de segurança e comunicação controlada.
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Veja a matéria original em: RIC.com



